Sinais ignorados: Débora Menezes alerta que comportamento pode indicar abuso contra crianças no Amazonas
“Quando uma criança muda de comportamento, ela está tentando comunicar algo.”, destacou a deputada.
Mudanças de comportamento, isolamento, medo repentino e queda no rendimento escolar podem ser mais do que uma fase. Esses sinais, muitas vezes ignorados no dia a dia, estão diretamente ligados a casos de violência contra crianças e adolescentes, como destacou a presidente da Comissão dos Direitos das Crianças e Adolescentes da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), deputada Débora Menezes (PL).
A partir da atuação da Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente da ALEAM, a deputada estadual Débora Menezes tem reforçado que o comportamento é, muitas vezes, o primeiro sinal de que algo está errado.
“Quando uma criança muda de comportamento, ela está tentando comunicar algo. O problema é que, muitas vezes, esses sinais são ignorados ou tratados como algo comum. A violência não começa no ato, ela começa no silêncio. E é justamente aí que precisamos agir”, afirmou Débora Menezes.
Dados recentes reforçam a gravidade do cenário. No Brasil, meninas são as principais vítimas de violência sexual, especialmente entre 10 e 14 anos. Na maioria dos casos, o abuso acontece dentro do convívio da própria vítima, o que torna a identificação ainda mais difícil e exige atenção redobrada de pais e responsáveis.
Além disso, o ambiente digital também tem ampliado os riscos. Estudos do UNICEF apontam que uma em cada cinco crianças e adolescentes já foi vítima de algum tipo de abuso ou exploração sexual mediada por tecnologia, realidade que reforça a necessidade de acompanhamento mais próximo da rotina e do comportamento dos filhos.
O mandato de Débora Menezes acumula mais de 130 leis aprovadas no Amazonas, sendo mais de 70 diretamente voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Parte dessas iniciativas atua de forma preventiva, especialmente no fortalecimento da família e na defesa de valores que contribuem para a proteção da infância e a redução de situações de risco.
Entre os instrumentos legais já em vigor, está a Lei nº 7.419/2025, que estabelece a obrigatoriedade de comunicação por instituições de ensino em casos de gravidez de aluna menor de 14 anos, situação que, pela legislação brasileira, configura estupro de vulnerável.
A deputada também destaca a importância da responsabilização diante da omissão, tema que ganhou repercussão nacional com a Lei Henry Borel. No Amazonas, Débora Menezes avançou nesse ponto ao propor a Lei nº 145/2026, que garante proteção e atendimento ao denunciante de violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes, criando segurança para quem decide romper o silêncio.
Proteção começa na atenção diária
A partir da observação mais atenta, a Procuradoria reforça que, em muitos casos, essas mudanças são a única forma que a criança encontra para demonstrar que precisa de ajuda.
O alerta é para que pais, responsáveis e profissionais da educação não ignorem qualquer alteração no comportamento. Diante de suspeitas, é essencial buscar orientação e acionar a rede de proteção.
A proteção começa na rotina, no acompanhamento próximo e na construção de um ambiente seguro dentro de casa e na escola.
Diante de qualquer suspeita, a orientação é não ignorar os sinais. Buscar ajuda e acionar a rede de proteção pode interromper um ciclo de violência.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo 181, além do Conselho Tutelar e da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), pelo número (92) 99962-2441. A Procuradoria da Criança e do Adolescente também está disponível para orientar e acompanhar casos pelo WhatsApp (92) 99341-0022.
O mandato da deputada Débora Menezes segue atuando na defesa da infância no Amazonas, fortalecendo a rede de proteção e ampliando mecanismos de apoio às famílias.
Para acompanhar mais ações e orientações, acesse as redes sociais da parlamentar: @deboramenezes ou entre em contato pelo WhatsApp (92) 98468-9029.
Fonte: Portal Ponta Negra

