Quando a intimidade passa do limite: Débora Menezes alerta sobre relações entre crianças e adultos

Quando a intimidade passa do limite: Débora Menezes alerta sobre relações entre crianças e adultos

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“Quando algo foge do padrão, o pai e a mãe precisam perceber. A criança muitas vezes não fala, mas demonstra”, afirmou Débora Menezes.

Seu filho está realmente seguro nos ambientes que você confia? A deputada estadual Débora Menezes, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Crianças e procuradora especial da criança e do adolescente da ALEAM, alerta.

A rotina de uma criança vai muito além da escola. Ela envolve casa, família, vizinhos, amigos e todos os lugares por onde ela passa ao longo do dia. A procuradora da criança e do adolescente, Débora Menezes, chama a atenção para um ponto que muita gente não percebe: mais importante do que o lugar é com quem a criança convive e o tipo de vínculo que ela constrói.

Nem sempre o risco aparece de forma evidente. Em muitos casos, ele começa em situações que parecem normais: uma mudança de comportamento, um silêncio diferente, uma resistência em ir a algum lugar ou uma proximidade maior do que o esperado com um adulto.

“Quando algo foge do padrão, o pai e a mãe precisam perceber. A criança muitas vezes não fala, mas demonstra”, afirmou Débora Menezes.

Débora Menezes reforça que a proteção de crianças e adolescentes começa dentro de casa. Saber onde seu filho está, com quem ele convive e como essas relações estão sendo construídas é responsabilidade dos pais. Criança não precisa ter intimidade com adultos fora do convívio familiar. Se esse limite começa a ser ultrapassado, é sinal de alerta.

E é justamente aí que muita gente se engana. O risco não está só em lugares desconhecidos, mas também em ambientes do dia a dia, onde existe confiança. Quando a atenção diminui, situações inadequadas podem acontecer sem que ninguém perceba.

Para enfrentar esse tipo de situação, no Amazonas foi criada a Lei nº 7.907/2025, de autoria de Débora Menezes. A norma estabelece regras para profissionais que atuam com crianças e adolescentes, proibindo contato privado fora das atividades e qualquer tipo de aproximação que ultrapasse o papel profissional.

Na prática, o que os pais precisam fazer é simples: acompanhar a rotina, observar mudanças de comportamento e manter um diálogo aberto com os filhos. Isso não é excesso de cuidado, é proteção.

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