Bactérias essenciais para a saúde humana sobrevivem em teste espacial

Bactérias essenciais para a saúde humana sobrevivem em teste espacial

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Pesquisadores provaram que bactérias importantes para a sobrevivência humana conseguem resistir a condições extremas, como um lançamento ao espaço. Exemplares de Bacilus subtilis foram levados ao espaço em 2022, com o lançamento de um foguete no Centro Espacial de Esrange, no norte da Suécia.

Após três anos analisando os resultados, os pesquisadores concluíram que as bactérias sobreviveram à aceleração rápida, microgravidade de curta duração e desaceleração rápida. Os resultados da pesquisa foram publicados nesta segunda-feira (6/10) na revista científica npj Microgravity. Acredita-se que esse seja o primeiro teste em condições reais realizado fora de laboratórios.

Em comunicado, a coautora do artigo, Elena Ivanova, destaca que os resultados ajudam a entender quais são os impactos no longo prazo de eventos espaciais extremos em micro-organismos importantes para a nossa sobrevivência.

“Isso significa que podemos projetar melhores sistemas de suporte de vida para astronautas, para mantê-los saudáveis ​​durante missões longas”, diz a professora da Universidade RMIT, na Austrália.

Como foi feito o teste

A equipe colocou esporos bacterianos em um foguete, lançado a 260 km de altitude, a uma aceleração máxima de cerca de 13 g – 13 vezes a força da gravidade da Terra – durante a fase de queima do segundo estágio. Os micróbios enfrentaram um período de mais de seis minutos de microgravidade – ausência de peso. No retorno, enquanto giravam 220 vezes por segundo, as bactérias encararam uma força gravitacional 30 vezes maior que a do nosso planeta.

“Ao garantir que esses micróbios possam suportar alta aceleração, quase ausência de peso e desaceleração rápida, podemos dar melhor suporte à saúde dos astronautas e desenvolver sistemas sustentáveis ​​de suporte à vida”, afirma a coautora do estudo, Gail Iles, especialista em ciência espacial da RMIT.

Além do espaço

Elena afirma que a descoberta também é importante para a área de pesquisa farmacêutica, que pode utilizar os dados para realizar novos experimentos em microgravidade. Com isso, medicamentos capazes de combater bactérias resistentes a antibióticos poderão ser criados com mais facilidade.

“A descoberta ajuda no desenvolvimento de novos tratamentos antibacterianos e no aprimoramento de nossa capacidade de combater bactérias resistentes. Ainda estamos longe de algo assim, mas agora temos uma base para orientar pesquisas futuras”, revela a pesquisadora.

Agora, os pesquisadores estão em busca de mais recursos financeiros para realizar novos experimentos biológicos voltados à microgravidade.

Fonte: Metrópoles / Foto: Divulgação/Gail Iles/Universidade RMIT

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