Telescópio da Nasa deve cair na Terra nesta quarta e passará pela América
Tempo de leitura: 2 minutos
O Observatório Neil Gehrels Swift, um telescópio espacial da Nasa, reentra na atmosfera terrestre e cai na Terra nesta quarta-feira (4/11). Segundo a Força Espacial dos Estados Unidos, a espaçonave reentrou na atmosfera por volta das 5h30 da manhã (no horário de Brasília). No entanto, há uma margem de erro de 11 horas para mais ou para menos na previsão.
Apesar da queda, a estimativa é de que boa parte do equipamento se desintegre antes de alcançar o solo terrestre. Pequenos fragmentos podem até resistir, porém as chances de atingir alguém são baixas – cerca de 1 em 2,1 mil, segundo a Nasa.
Durante a trajetória de retorno, a estrutura do telescópio deve passar pela África, Austrália, Ásia e Américas Central e do Sul.
Missão fracassada de resgate do telescópio
Antes de confirmar o fim da missão do Swift e sua reentrada na Terra, uma parceria da Nasa com uma empresa privada tentou resgatar o instrumento para melhorar sua órbita e fazer com que ele continuasse funcionando. Porém, o plano não deu certo.
Em 3 de julho, a espaçonave LINK, da empresa norte-americana Katalyst Space Technologies, foi lançada para se encontrar com o Swift no espaço. O objetivo era acoplar ao instrumento por meio de três braços robóticos e impulsioná-lo para uma órbita mais alta.
No entanto, o veículo de resgate teve problemas em seus sistemas de propulsão e de orientação, o que impediu o cumprimento da tarefa. O máximo que a LINK conseguiu foi se aproximar do telescópio e registrá-lo no espaço. Dessa forma, o Swift, lançado pela Nasa em 2004, teve que encerrar suas atividades.
O funcionamento do telescópio ficou comprometido porque sua órbita o expôs ao arrasto atmosférico, que o puxou de volta à Terra. Como não possui propulsores, o Swift é incapaz de reverter a atração.
O legado do telescópio
No período em que investigou o espaço, o telescópio coletou diversos dados científicos – a Nasa estima que cerca de 7 mil artigos científicos tenham utilizado informações obtidas por ele.
O objetivo principal do instrumento era estudar as explosões de raios gama (GRBs), consideradas as mais poderosas do cosmos. Porém, o Swift foi além e observou explosões de supernovas, asteroides, cometas e buracos negros, além de realizar um levantamento de todo o céu em raios X.
Foto: Reprodução/Espaço Katalyst | Fonte: Metrópoles

