Abuso em academia: Débora Menezes reage, cobra punição e protocola audiência pública para proteger crianças no esporte
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“As investigações apontam uma traição sem precedentes dentro do esporte.”, disse.
Um caso de abuso sexual envolvendo professor de jiu-jitsu no Amazonas levou a deputada estadual Débora Menezes (PL) a se posicionar com firmeza na Assembleia Legislativa e adotar medidas imediatas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente esportivo.
Durante pronunciamento em plenário, a parlamentar classificou o episódio como uma grave quebra de confiança dentro do esporte e cobrou responsabilização exemplar dos envolvidos.
“As investigações apontam uma traição sem precedentes dentro do esporte. O tatame, que deveria ser um lugar de formação e proteção, foi usado como máscara para crimes hediondos contra as nossas meninas. Quem usa o esporte para cometer abusos não é professor, é criminoso”, afirmou.
Diante da repercussão do caso, a deputada protocolou, ainda nesta terça-feira (29), um requerimento solicitando a realização de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas para debater medidas de prevenção, fiscalização e responsabilização de profissionais que atuam com menores de idade, especialmente em esportes de contato.
A proposta prevê a participação de órgãos como Ministério Público, Judiciário, Delegacia Especializada, Conselhos Tutelares, além de federações esportivas, academias e especialistas, com o objetivo de construir protocolos mais rigorosos de segurança e proteção.
Para Débora Menezes, o caso expõe fragilidades que precisam ser enfrentadas com urgência, inclusive no combate à omissão.
“Não podemos aceitar que o ambiente esportivo se torne um território de medo. Quem se omitiu ou tentou abafar esses casos também precisa ser responsabilizado. No meu mandato, abusador não tem vez e não tem paz”, declarou.
A parlamentar também destacou que o Amazonas já possui instrumentos legais voltados à proteção da infância no esporte, como a Lei nº 7.907/2025, de sua autoria, que institui o Código de Conduta Infância Protegida, com diretrizes para atuação de profissionais que trabalham com crianças e adolescentes.
Segundo ela, a audiência pública busca não apenas responder ao caso atual, mas estruturar soluções permanentes que impeçam novas ocorrências.
A Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente da ALEAM acompanha os desdobramentos, oferecendo acolhimento, orientação e suporte jurídico e psicossocial às vítimas e às famílias.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo 181, além do Conselho Tutelar e da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), pelo número (92) 99962-2441. A Procuradoria da Criança e do Adolescente também está disponível para orientar e acompanhar casos pelo WhatsApp (92) 99341-0022.
O mandato da deputada Débora Menezes segue atuando na defesa da infância no Amazonas, fortalecendo a rede de proteção e ampliando mecanismos de apoio às famílias.

